terça-feira, 10 de maio de 2011

O que é o estresse II

             A  síndrome  do estresse  biológico,  denominada por Selye  de Síndrome  de Adaptação  Geral (SAG), apresenta três  estágios:  reação de alarme,  fase  de  resistência  e  fase  de  esgotamento. Comparativamente aos  ciclos da vida,  temos a  infância ( pouca  resistência e reações  excessivas) como a fase de alarme; já  a idade adulta (elevada capacidade de resistir) associa-se à fase  de resistência;  e a velhice ( perda  das capacidades)  representaria  a fase de esgotamento.
             Na reação de alarme, ocorre a  mudança  característica  do  organismo em resposta  ao estímulo: sob  estresse  há liberação de  adrenalina,  que é uma  substância  vasoconstritora,  provocando  uma  redução  no  diâmetro dos  vasos  coronários. Há liberação  de aldosterona, hormônio  que  diminui a diurese  aumentando  o volume  interno  de líquido, o que provoca  o aumento  do número  de  plaquetas   no  sangue ( hemoconcentração). Paralelamente, sob estresse  o organismo libera  corticóide  ( cortisol e hidrocortisona)  que  estimulam  a  glicogênese  (catabolismo) produzindo    um  estado  de hiperglicemia.  A  glicose  metabolizada  fornece  energia. Se o estímulo estressor  for  intenso,   ele   representará  uma  ameaça  à vida, podendo  levar à morte.
            O estágio de resistência  surge  quando a  ação  do  estressor  é  prolongada,  exigindo  uma  adaptação  do  organismo. Contrariamente   ao  que  acontece  na  reação  de  alarme,  há  uma  rarefação   do   sangue (diluição-sedimentação) e  anabolismo  com  retorno  para  a  glicemia  normal. Outras  reações  vão  ocorrendo   no   organismo,  se  o  estresse   persiste.
             No   cérebro  há   um    conjunto   de  estruturas  chamadas   de  sistema  límbico,  que  é  o  responsável  pela  regência  da vida  emocional,  do  pensamento,   da  vontade  e  das  ações. O  sistema  límbico    integrado   com   o   hipotálamo  irá   reger  o  sistema   nervoso  autônomo,  o  sistema   imunológico e o  sistema  neuroendócrino.
             O estágio  de   esgotamento  desenvolve-se  quando   a  ação   do   estressor,  ao  qual  o  organismo  se  adaptou,  permanece  por  um   período  longo,  esgotando a  energia  de  adaptação. O organismo  é  atingido   no  plano  biológico  ou  físico  e   no  plano  psicológico  ou  emocional.  Cada  indivíduo  tem   propensão  para  adoecer  de acordo  com o  órgão-alvo  de maior  fragilidade, com a própria  constituição  e  suas  heranças  genéticas.
             
              O grau de desgaste do corpo diante de agentes estressores depende:
1. do efeito  direto  do agente  estressante   sobre o  indivíduo.
2.de respostas  internas  que estimulam a  defesa  dos  tecidos.
3.de respostas  internas   que  estimulam  a  rendição  dos  tecidos,   em  virtude  da   inibição   das   defesas.
              O equilíbrio ( homeostase)  desses  três  fatores  vai  determinar  a  resistência,  a  adaptação  e a falência    em   resposta   ao  estresse. Só a  presença  de  estímulos  estressores  não   provoca  automaticamente   o  estado  de  estresse. O mesmo  estressor  pode  provocar   reações  distintas  em  indivíduos  diferentes. Há  fatores  condicionantes  individuais:  predisposição  genética,  idade,  sexo  e personalidade.    

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