Fiz esta pesquisa como monografia para um curso de psicopedagogia. Minha proposta não é fazer uma defesa de teses científicas nem de pontos de vista de um profissional. Este trabalho é apenas fruto do meu esforço em lidar com o meu próprio estresse.
No entanto, ao pesquisar deparei-me com informações básicas e simples sobre o estresse, as quais, mudaram muito a minha vida. Entusiasmei-me também por alguns pesquisadores e pensadores, que têm dado contribuições valiosas no combate ao estresse.
Penso que postando aqui estarei compartilhando informações que poderão ser úteis e interessantes para outras pessoas como foram para mim.
Esclarecimento
Originalmente, o trabalho dirigiu-se aos professores e intitulou-se " O estresse do professor". Consta de algumas considerações sobre como as práticas profissionais do magistério geram estresse e de reflexões sobre estresse de um modo geral. Excetuando-se algumas pequenas particularidades pertinentes ao magistério, o conteúdo aplica-se a todos que por quaisquer razões precisam submeter-se a fatores estressantes. Salvo, é claro, particularidades outras que não puderam serem previstas no âmbito da pesquisa.
Objetivos
Além dos objetivos já citados, é uma tentativa de alertar às pessoas para não deixarem que os sintomas causados pelo estresse negativo, avancem até seus estágios finais, provocando malefícios difíceis de serem sanados.
Resumo
O estresse é uma reação orgânica própria do ser humano. Aliás, é uma reação muito importante, pois garantiu a sobrevivência da espécie quando seus ancestrais precisavam habitar as cavernas, enfrentar o frio estando quase nus, enfrentar a noite com mil perigos e o dia com seus afazeres, isto é; caçar animais muitas vezes maiores e mais fortes ou outros pequeninos e traiçoeiros, cortar os pés nos caminhos pedregosos, furar as mãos nos espinhos das plantas.
Agora não é mais necessário caçar mamutes. É só ir ao supermercado. A comida está toda lá. É só? Não, não é bem assim. Hoje, não há mais mamutes. Come-se carne bovina, frango, legumes etc. E está tudo lá no supermercado esperando. Porém...entre a residência e o supermercado há o dia com seus mil afazeres. Pagar o aluguel, a prestação do carro, a escola das crianças, planos de saúde, e é claro, a conta do supermercado.
A vida transcorre num mundo cheio de promessas de conforto e bem estar, mas muitas armadilhas escondem-se atrás deste suposto bem estar. Os perigos não são mais tão imediatos quanto aqueles enfrentados pelos tataravós das cavernas. A sutileza dos perigos, nos deixa mais vulneráveis, pois nos expomos inadvertidamente ao que não é tão óbvio. Com sinuosidade e constância, os perigos encontram-se na família, no trabalho, nos demais relacionamentos, enfim em todas as tentativas humanas de interagir com a vida moderna.
Lembra o processo do castigo chinês. Ninguém derrama um balde d'água sobre a cabeça do outro. Porém, pinga que pinga; uma discussão, uma conta atrasada, um filho complicado, um aluno mais confuso, aulas a preparar, cursos a fazer, trânsito engarrafado, salário atrasado, dores mal curadas. Então, a qualquer momento, alguém nota que começou a ficar estranho, a sentir alterações no comportamento, a ficar cansado e desanimado.
Hoje em dia a palavra estresse é muito conhecida. Com freqüência, quando alguém sente-se desgastado, diz: "estou estressado". Porém, há indícios de que nem todos sabem muito bem como lidar com isso. No ensino médio aprende-se quais são as partes da célula, mas nada sobre como lidar com o estresse. Após terminarem seus cursos de formação, professores descobrem que os componentes curriculares nem sempre foram selecionados e planejados de acordo com os desafios que encontrarão nas salas de aula. Vejamos o que diz Francisco de Paula Nunes sobrinho em seu artigo para o livro organizado por Marilda Lipp.:
"Em relação a esta última possibilidade de utilização de análise ergonômica do trabalho, infelizmente as reformas curriculares de cursos voltados para a formação do professor ainda não fazem uso desse instrumento. Como conseqüência, os conteúdos curriculares identificados nessas reformulações continuam desprovidos de critérios apurados que definem o perfil, as reais competências e as habilidades do profissional de educação."
Quando os professores adoecem, consultam os médicos. Mas já é tarde para informações e medidas preventivas. O tratamento terá que assumir um caráter curativo. O paciente, provavelmente não estará preparado para ouvir explicações. Ninguém disse-lhe oportunamente que auto conhecimento ajuda, que reações individuais podem ser diferentes diante do mesmo estímulo, etc. Segundo o ponto de vista de David Fontana em seu livro Psicologia para professores "...o estresse cobra seu tributo, e é importante saber tanto quanto possível sobre ele para evitá-lo enquanto se pode e lidar com ele com sucesso quando for inevitável. É importante reconhecer seus primeiros estágios e tomar medidas corretivas antes que as coisas piorem. Insônia, ataques de pânico, mudanças abruptas nos padrões de vida estabelecidos, uso crescente de bebidas alcoólicas, agitação, depressão, irritabilidade são sinais de estresse progressivo e devem ser cuidados antes que o problema se agrave.
Em seu livro " como enfrentar o estresse, Marilda Novaes Lipp também adverte que informação é uma proteção considerável para todos aqueles que precisam submeter-se a muitos estímulos estressores:
"Um dos problemas mais comuns que o ser humano enfrenta, em qualquer idade, é o estresse. Todos já o experimentaram, mas poucos o compreendem ou reconhecem o impacto que o estresse pode ter no seu corpo. É possível, no entanto, aprender a reconhecê-lo, controlá-lo e, até mesmo, utilizá-lo para o nosso benefício. O primeiro passo é compreender o que é estresse."
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