sábado, 7 de maio de 2011

De que se trata

        Fiz esta pesquisa como monografia para um curso de  psicopedagogia. Minha  proposta não é fazer uma defesa  de  teses científicas nem de pontos de vista de um profissional. Este trabalho é apenas  fruto do meu esforço  em  lidar com  o meu  próprio estresse.
        No entanto, ao  pesquisar  deparei-me  com  informações básicas  e   simples sobre o estresse, as quais,  mudaram  muito  a minha  vida. Entusiasmei-me  também  por  alguns   pesquisadores  e pensadores,  que  têm  dado  contribuições  valiosas   no  combate  ao  estresse.
         Penso que   postando  aqui estarei compartilhando   informações  que  poderão  ser úteis  e interessantes para outras pessoas  como foram para mim.

                                                            Esclarecimento

     Originalmente, o trabalho  dirigiu-se aos  professores e  intitulou-se  " O estresse do  professor". Consta de algumas  considerações  sobre  como   as  práticas  profissionais do magistério geram  estresse  e de reflexões  sobre estresse de um modo geral. Excetuando-se algumas  pequenas particularidades  pertinentes  ao  magistério, o conteúdo  aplica-se  a todos  que  por  quaisquer  razões precisam  submeter-se  a fatores  estressantes. Salvo, é claro, particularidades outras  que não puderam serem     previstas no âmbito da pesquisa.

                                                                Objetivos

       Além dos objetivos  já citados,  é uma  tentativa de alertar  às pessoas  para não deixarem que os sintomas  causados pelo  estresse  negativo,  avancem  até  seus   estágios  finais,  provocando  malefícios  difíceis  de serem sanados.

                                                                 Resumo

     O estresse  é uma  reação    orgânica   própria  do  ser humano. Aliás, é  uma reação muito importante, pois garantiu  a  sobrevivência  da espécie  quando seus  ancestrais  precisavam  habitar as cavernas,  enfrentar o frio estando quase nus, enfrentar a noite com  mil  perigos  e o  dia com seus  afazeres,  isto é; caçar  animais  muitas vezes  maiores  e  mais  fortes  ou  outros  pequeninos  e  traiçoeiros, cortar  os  pés nos caminhos   pedregosos, furar as mãos  nos  espinhos  das  plantas.
     Agora não é  mais  necessário caçar  mamutes. É só ir ao supermercado. A comida está toda lá. É só? Não, não é bem assim.  Hoje,  não   há mais  mamutes. Come-se carne bovina, frango, legumes etc. E está tudo  lá no supermercado esperando. Porém...entre a  residência e o supermercado há o dia  com seus mil  afazeres. Pagar  o aluguel, a prestação do carro,  a  escola  das  crianças, planos de saúde, e é claro, a conta do supermercado.
      A vida  transcorre  num mundo  cheio de promessas  de  conforto e bem estar,  mas muitas armadilhas  escondem-se  atrás  deste  suposto  bem   estar. Os  perigos  não são mais tão imediatos quanto   aqueles  enfrentados  pelos  tataravós  das  cavernas.  A sutileza dos  perigos, nos deixa mais vulneráveis, pois nos expomos  inadvertidamente  ao que não é tão óbvio. Com sinuosidade  e constância, os perigos  encontram-se na família, no trabalho, nos demais relacionamentos, enfim  em todas as tentativas humanas  de  interagir com a vida moderna.
       Lembra o processo  do castigo  chinês. Ninguém derrama um  balde  d'água sobre a cabeça do outro. Porém, pinga que pinga; uma discussão, uma conta atrasada, um filho complicado,  um aluno mais confuso, aulas a preparar,  cursos a  fazer,  trânsito engarrafado,  salário  atrasado,  dores mal curadas. Então,  a qualquer momento,  alguém nota que começou  a ficar  estranho,  a sentir alterações no comportamento, a  ficar  cansado e  desanimado.
        Hoje em dia a  palavra  estresse é muito conhecida. Com freqüência,  quando   alguém  sente-se desgastado, diz: "estou  estressado". Porém,  há indícios  de  que nem todos  sabem muito bem como lidar  com  isso. No ensino médio aprende-se quais  são as partes da célula,  mas nada  sobre como  lidar com o estresse. Após terminarem seus  cursos  de  formação,  professores  descobrem que os componentes curriculares nem sempre  foram  selecionados e planejados  de  acordo  com  os desafios  que  encontrarão  nas  salas  de aula. Vejamos  o que diz  Francisco de Paula Nunes sobrinho em seu artigo para o livro  organizado  por  Marilda Lipp.:
"Em relação a esta última  possibilidade  de  utilização de  análise  ergonômica do   trabalho, infelizmente as  reformas  curriculares  de    cursos  voltados  para  a  formação  do professor  ainda não fazem uso  desse  instrumento. Como  conseqüência,  os conteúdos  curriculares  identificados  nessas  reformulações  continuam  desprovidos  de  critérios  apurados  que  definem o  perfil, as reais  competências e  as habilidades  do  profissional de educação."
        Quando os professores adoecem, consultam  os  médicos. Mas já é tarde para informações e medidas  preventivas. O  tratamento terá que  assumir  um  caráter  curativo. O paciente, provavelmente não estará  preparado  para ouvir  explicações. Ninguém  disse-lhe oportunamente que auto conhecimento  ajuda,  que reações individuais podem ser  diferentes  diante do mesmo estímulo, etc. Segundo o ponto de vista  de David Fontana em seu livro  Psicologia para  professores "...o estresse cobra seu tributo, e é importante  saber  tanto  quanto  possível  sobre ele para  evitá-lo enquanto se  pode e lidar com ele com sucesso  quando for  inevitável. É importante reconhecer  seus primeiros  estágios e tomar medidas corretivas  antes  que  as  coisas  piorem. Insônia,  ataques de pânico,  mudanças  abruptas    nos padrões  de vida  estabelecidos, uso  crescente de bebidas alcoólicas, agitação, depressão, irritabilidade são sinais de estresse  progressivo e devem ser cuidados antes  que  o  problema  se  agrave.
         Em  seu  livro " como  enfrentar o  estresse,  Marilda Novaes Lipp também adverte  que informação é uma proteção considerável para  todos aqueles  que  precisam  submeter-se  a muitos estímulos  estressores:
"Um dos  problemas  mais  comuns  que o ser humano enfrenta,  em qualquer  idade, é o  estresse. Todos  já o experimentaram,  mas poucos  o compreendem  ou    reconhecem  o  impacto que o estresse   pode  ter  no  seu  corpo. É possível, no entanto,  aprender a reconhecê-lo, controlá-lo e, até mesmo, utilizá-lo para o nosso benefício. O primeiro passo é  compreender o que é estresse."

Nenhum comentário:

Postar um comentário