O magistério, como os demais ambientes profissionais, também está contaminado por diversos fatores que geram estresse negativo e corroem a saúde do trabalhador.
As pessoas precisam doar ao trabalho a mair parte de seu tempo. O cotidiano pode ser desgastante. Nem sempre, o tempo disponível é suficiente para que se realize todas as tarefas sem atropelo e organizadamente. O comentário de Marilda Lipp, complementa:
"Geralmente as jornadas de trabalho são longas, iniciando-se muito cedo e podendo se estender até a noite, há raras pausas para descanso e/ou refeições ( que muitas vezes precisam ser breves) em lugares desconfortáveis. O ritmo de trabalho costuma ser intenso e são exigidos altos níveis de concentração para a realização das tarefas."
O trabalho é uma das escolhas fundamentais na vida de alguém. Desde os primeiros anos de juventude, a sociedade já impulsiona os indivíduos a uma escolha. A família repara na criança certas habilidades e já as vê como embriões de prováveis profissões. A elevada seletividade do mercado de trabalho, já faz com que muitos pais preocupem-se em despertar, ou incentivar interesses nas crianças. E muitas vezes, até em mais tenra idade, crianças já escolhem ou inclinam-se para esta ou aquela ocupação. De modo, que as pessoas esperam bastante do trabalho. Ele está profundamente relacionado com expectativas e investimentos afetivos de cada um.
Se o trabalho corresponde às expectativas de realização e alimenta o investimento afetivo de uma pessoa ele é fonte de prazer, alegria e sobretudo saúde. Tendo o trabalhador que submeter-se a uma rotina tarefeira, esvaziada de significado e que não desperta o reconhecimento esperado, o trabalho torna-se uma espécie de agressão. Traz somente frustração, ameças a saúde física e psíquica, e acaba por imputar sofrimento ao trabalhador.
Tendo em vista o estudado até aqui, nota-se que em grande parte, o professor está situado na posição mais desconfortável deste quadro: As condições de trabalho são desfavoráveis, não há uma compensação material adequada e a paixão e a vontade desempenham um papel preponderante na permanência.
Seria de esperar, que o profissional do magistério, pela sua louvável incumbência de educador e transmissor de conhecimento, desfrutasse de todo o respeito e reconhecimento pelo seu trabalho, por parte da sociedade como um todo: família, alunos, universo acadêmico e mídia. Entretanto, nem sempre é assim.