sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Estímulos estressores específicos do magistério

                     O magistério, como os demais ambientes profissionais, também está  contaminado por diversos fatores que geram estresse negativo e corroem a saúde do trabalhador.
                      As pessoas  precisam doar ao trabalho a mair  parte de seu tempo. O cotidiano  pode ser  desgastante. Nem sempre, o tempo disponível é suficiente para que se realize todas as tarefas sem atropelo e organizadamente. O comentário de Marilda Lipp, complementa:
  

                     "Geralmente as jornadas  de trabalho são longas, iniciando-se  muito cedo e podendo  se  estender  até a noite, há raras  pausas para descanso e/ou refeições ( que muitas vezes precisam ser  breves) em lugares desconfortáveis. O ritmo de  trabalho  costuma ser  intenso  e são exigidos  altos  níveis de concentração para a realização das tarefas."

                  
                      O trabalho é uma das escolhas fundamentais   na vida de alguém. Desde os primeiros anos de juventude, a sociedade já impulsiona os indivíduos  a uma escolha.  A família repara na criança certas habilidades e já as vê como embriões de prováveis  profissões. A elevada seletividade  do mercado  de trabalho,  já faz  com que muitos pais         preocupem-se em despertar, ou incentivar  interesses nas crianças. E muitas vezes, até em mais tenra  idade,  crianças já  escolhem  ou inclinam-se  para esta ou aquela ocupação.  De modo, que as pessoas  esperam bastante do trabalho. Ele está profundamente  relacionado com expectativas  e investimentos  afetivos de cada um.
                      Se o trabalho  corresponde às expectativas  de realização e alimenta o investimento afetivo de uma pessoa ele é fonte de prazer, alegria  e sobretudo saúde. Tendo o trabalhador que submeter-se a  uma rotina tarefeira, esvaziada  de significado e que não desperta  o reconhecimento esperado, o trabalho torna-se uma espécie de agressão. Traz somente  frustração, ameças a saúde  física e psíquica, e acaba por   imputar  sofrimento ao trabalhador.
                     Tendo em vista o estudado até aqui, nota-se que em grande parte, o  professor  está situado na posição mais desconfortável  deste quadro: As condições de trabalho são desfavoráveis, não há uma compensação material adequada e a paixão e a vontade  desempenham  um  papel preponderante na permanência.
                      Seria de esperar,  que o profissional  do magistério, pela sua louvável  incumbência de educador e transmissor de conhecimento,  desfrutasse  de todo o respeito e reconhecimento pelo seu trabalho, por parte da sociedade como um todo: família, alunos,  universo acadêmico e mídia. Entretanto, nem sempre é assim.                 

2 comentários:

  1. Amora Lys,

    sou seu primeiro seguidor neste blog e espero trazer muita sorte e que aquela máxima que diz que o primeiro ninguém esquece, se efetive aqui.

    Um abração carioca.

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  2. Olá, meu amigo, obrigada pelo prestígio. Eu até abandonei este blogue por falta de tempo. Bem, isso de não esquecer eu não estou mais prometendo não. No entanto, no momento estou curtindo muito sua amizade e seus blogues. Santo Stanislaw Ponte Preta de proteja.Beijos

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